Quem Somos

Esta congregação, hoje a Primeira Igreja Batista Reformada em Taguatinga, foi fundada em 30 de Setembro de 2006, sendo formada por irmãos egressos de outras denominações cristãs, principalmente pentecostais da Assembléia de Deus. Fomos todos iluminados por Deus e alcançados pela teologia reformada de diferentes formas e por diferentes meios, como a leitura de obras de autores reformados, participação em eventos específicos e, principalmente, pelas aulas do professor Isaías Lobão Pereira Júnior, docente reformado, que à época lecionava em um seminário teológico da Assembléia de Deus. Influenciados em diferentes frentes e locais, bem como influenciando outras pessoas, formou-se um heterogêneo grupo de homens e mulheres, interessados na genuína doutrina Bíblica e Apostólica.

Após a iluminação pela verdade, fomos impulsionados a confrontar, por meio das Escrituras, o modelo eclesiástico das igrejas nas quais congregávamos, na tentativa de reformá-las. Ensinando, discutindo e denunciando muitos erros e doutrinas estranhas ao Evangelho, a maior parte destes irmãos foram “convidados” a deixar suas nossas igrejas de origem.

Unidos pelo apego à fé bíblica e sob a tutela do professor Isaías, passamos a nos reunir na casa de um dos irmãos do grupo, onde foram realizados os primeiros encontros, com o intuito de cultuarmos a Deus e estudarmos ainda mais as Sagradas Escrituras, agora sob uma ótica cristocêntrica, apostólica e reformada. A intensidade das “descobertas” e da confrontação era tamanha que alguns desistiram e retornaram às suas igrejas de origem ou buscaram outras igrejas. Logo passamos a nos reunir em um local específico, alugado, o qual é nosso atual endereço, sob o nome de IPRB (Igreja Protestante Reformada do Brasil).

O nome se explicava pela necessidade de buscar uma identidade reformada e pelo receio da identificação e estigmatização como grupo dissidente que saíu para “abrir mais uma igreja”, alcunha que rejeitávamos com veemência. Embora não fosse claro quem éramos como igreja, nós tínhamos convicção sobre quem não queríamos ser, já que a maioria tinha vindo de igrejas pentecostais, comprometidas na sua maioria com doutrinas e tradições de homens e não bíblicas.

Após certo período sob o nome de IPRB, conhecemos e fomos orientados pelo Pastor Edson Rosendo de Azevedo, pastor da Primeira Igreja Batista Reformada em Caruaru – PE, que nos alertou para o fato de que o legado da reforma protestante não poderia ser ignorado e que o mais sensato não seria fundar nova igreja e sim identificar-se com alguma igreja histórica existente e fiel à doutrina apostólica. Assim, fomos encorajados a estudar profundamente a Confissão de Fé Batista de 1689.

Com o consenso de todos e com a atitude da Igreja de Caruaru de nos estender a destra da comunhão eclesiástica, não obstante a distância e outras dificuldades, passamos, então, a estudar esta Confissão de Fé Batista de 1689, sempre orientados pelo Pr. Edson Rosendo. Após a profissão de fé, fomos vinculados a Igreja de Caruaru, como congregação, no dia 28 de maio de 2008, com a posse do irmão Fabiano Souza da Rocha como dirigente da congregação.

Já organizados e após confirmarmos nossa identificação com a Confissão de Fé Batista de 1689, no dia 31 de outubro de 2009, sob a presidência dos pastores batistas reformados Edson Rosendo e Valdir de Araújo Penaforte, foi fundada a Primeira Igreja Batista Reformada em Taguatinga e empossado seu pastor, Fabiano Souza da Rocha, mediante sabatina e por votação unânime da igreja.

Desde então, temos nos reunido regularmente no mesmo endereço, procurando seguir sempre o lema “reformados e sempre reformando”. Os desafios que passamos e mais ainda, os que temos enfrentado são muitos. São justamente os mesmos de todos aqueles que são chamados por Deus para viverem piamente em Cristo, ou seja, o desafio de brilharem como luzeiros no mundo no meio de uma geração perversa e corrompida, onde a palavra de Deus tem sido relegada a segundo plano e distorcida nas igrejas. Nos identificamos com as características que marcam os batistas desde tempos históricos, a saber a defesa da Escritura e da prática de vida, sob os auspícios de uma doutrina apostólica (reformada), calvinista, puritana, pactual e batista.

Somos chamados a pregar todo o conselho de Deus, olhando por nós mesmos e por todos aqueles a quem Deus chamar, segundo o seu Decreto. Expor o evangelho de maneira tal, que Cristo seja demonstrado através de nossas vidas, afim de que os homens glorifiquem ao nosso Pai que está nos céus, que tudo faz segundo o conselho da sua vontade, que exerce misericórdia a quem lhe apraz e retém sua graça salvadora a quem Ele quiser. Reconhecemos a grandeza deste desafio, considerando a época espiritualmente miserável em que vivemos.

Estamos absolutamente conscientes de que enfrentar estes gigantes trará muitas dificuldades e sofrimentos, separações e clamor, pois fomos chamados não somente a pregar, mas também a andar nas pisadas da fé, vivendo conforme a vocação a que fomos chamados. Não somente a crer em Cristo, mas também a padecer por Ele. Amém.

NOSSO NOME

IGREJA

A igreja é a comunidade local reunidos para adoração e ministério. A igreja é a reunião de pessoas, homens e mulheres, de todos os povos, línguas e nações que foram regeneradas pelo Espírito Santo, batizadas em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. “Uma igreja local, reunida e completamente organizada de acordo com a mente de Cristo, consiste de oficiais e membros. Os oficiais designados por Cristo serão escolhidos e consagrados pela igreja congregada”. Nós não reconhecemos nenhuma autoridade maior que a igreja local. A igreja local é uma família espiritual em que as relações devem ser abertas e honestas.

BATISTA*

O nome “Batista” é, para nós, uma forma abreviada e proposicional para transmitir certas verdades. Primeiramente, queremos afirmar as verdades bíblicas com referência àqueles que devem ser batizados. A Bíblia não é silenciosa nem tampouco obscura quanto a esta questão. O fato de ser o batismo exclusivo para aqueles que são discípulos, é um ensino claro na Palavra de Deus (Mt 28.19). O mandamento sobre quem deve ser batizado não se descobre no livro de Gênesis, e sim nos Evangelhos e nas cartas apostólicas. Não existe qualquer evidência explícita e satisfatória na Palavra de Deus que possa, legitimamente, sustentar a noção de que os infantes de pais crentes devam ser batizados. Todo mandamento bíblico em particular, assim como todo exemplo e toda afirmação bíblica concernente aos candidatos ao batismo, atestam que estes devem ser somente aqueles que são convertidos.

O nome Batista é, em segundo lugar, usado para transmitir nossa persuasão de que somente aqueles que são genuinamente convertidos e batizados têm o direito a membresia na igreja de Cristo. A isto freqüentemente aludimos como “membresia regenerada”. Uma leitura cuidadosa das epístolas do Novo Testamento demonstrará que os apóstolos presumiram serem os seus leitores, “santos”, “irmãos fiéis” e “limpos por Cristo” (1 Co 1.2; Cl 1.2).

Infelizmente, em nossos dias muitas são as igrejas batistas que estão mais ocupadas em ter uma membresia de pessoas que fizeram “decisões”, ou uma membresia batizada, do que com uma membresia regenerada. É trágico que tal coisa tenha que ser mencionada. Vivemos nos dias do “decisionismo” e da “fé fácil”. Muitos são deixados na impressão de que converteram-se proferindo certa fórmula de oração, caminhando ao altar, levantando a mão ou assinando um cartão. Não importa se de fato romperam com o pecado e passaram a buscar uma vida de santidade (Hb 12.14). Alega-se que eles, embora vivendo para si mesmos e para o mundo, estão a caminho do céu.

Entretanto, é dever dos pastores, como de todos aqueles que pertencem a igrejas verdadeiras, se assegurarem o melhor possível, de acordo com suas habilidades, que nenhuma pessoa não convertida venha a tornar-se membro de suas igrejas. Aqueles que professam terem a Cristo, deverão tê-lo integralmente, em todos os seus três ofícios: Profeta, Sacerdote e Rei.

Doutrinariamente, os Batistas possuem algumas particularidades: crença no batismo adulto por imersão; celebração das ordenanças do batismo e também da ceia memorial (não-sacramental); separação entre Igreja e Estado e autonomia das igrejas locais.

REFORMADA

Assumimos este nome “Reformada” de forma proposicional e por duas razões específicas: primeiramente porque nos ajuda a explicar algo de nossas raízes histórica e teológica. Nós mantemos um corpo de confissões teológicas comumente chamadas de Fé Reformada – aquelas verdades da Palavra de Deus que foram afirmadas pela igreja primitiva e reavivadas pela Reforma Protestante. Verdades bíblicas tais como Sola Fide (justificação somente pela fé), Sola Gratia (salvação somente pela graça de Deus), Solus Christus (Cristo somente, o Salvador dos pecadores), Sola Scriptura (a Bíblia, e somente ela, como base de fé e prática) e Soli Deo Gloria (a Deus somente, toda glória na salvação dos pecadores), entre os grandes pilares da Fé Reformada.

A teologia reformada é fundamentada na doutrina da soberania de Deus. Os reformados entendem ser herdeiros de uma teologia que passa por Paulo, Agostinho, Lutero, Calvino e os teólogos puritanos, entre outros. A Teologia Reformada enfatiza as doutrinas da graça, que podem ser resumidas em Cinco Pontos: Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irresistível e Perseverança dos Salvos.

Talvez mais conhecida por sua doutrina da salvação, a Fé Reformada ensina (assim como ensinam as Escrituras) que, antes de o mundo ter sido criado, Deus o Pai, soberanamente, escolheu certos pecadores para a salvação de acordo com o Seu beneplácito (Ef 1.3-5). A Seu próprio tempo, Deus o Filho veio e morreu pelos pecados dos escolhidos (Jo 10.14-18). Na conversão, Deus o Espírito Santo, trabalhando em harmonia com o decreto do Pai e a morte do Filho, aplica a obra de redenção ao eleito (Tt 3.5). Quando dizemos que somos Reformados, estamos afirmando que abraçamos como bíblico, o sistema de teologia comumente chamado de doutrinas da graça – aquelas doutrinas que afirmam a depravação total do homem, a natureza incondicional da eleição, o propósito particular ou limitado da redenção, o chamamento irresistível e eficaz, e a perseverança e preservação dos santos. Muitos dos grandes nomes da história da igreja estão associados a estas doutrinas. Enfatizamos, entretanto, que mantemos estas verdades, não simplesmente porque Agostinho, Calvino, Edwards, Spurgeon e outros grandes nomes da história da igreja também as abraçaram, mas porque, assim Jesus como os apóstolos, claramente as ensinaram.

A Fé Reformada, porém, abrange muito mais que a bíblica doutrina da salvação. Seus ensinos enfatizam ainda, o que concerne a outras verdades de grande importância como, por exemplo, a maneira em que nós, como crentes, devemos viver neste mundo e, ainda, como a igreja deve levar adiante a pregação do Evangelho, como conduzir nosso culto de adoração a Deus, e também como nossas igrejas devem ser governadas. Deste entendimento teológico emanaram grandes confissões, credos e catecismos Reformados. Entre os mais proeminentes estão os Cânones do Sínodo de Dort, a Confissão de Fé e o Catecismo de Westminster, e a Confissão de Fé e o Catecismo de Heidelberg. Nossa Confissão de Fé – a Confissão de Fé Batista Londrina publicada em 1689 (também conhecida como Segunda Confissão de Fé Batista Londrina) – está profundamente enraizada nestes documentos históricos e é substancialmente similar a Confissão de Westminster. Por estas razões teológicas e históricas, nos chamamos de cristãos “Reformados”.

Também usamos este termo “Reformada” de um segundo modo e por uma segunda razão: estamos buscando reformar-nos a nós mesmos e às nossas igrejas de acordo com os ensinos da Palavra de Deus, a Bíblia. Em nossos dias atuais, com freqüência ouvimos chamados de muitos púlpitos para uma reforma da igreja. Porém, tais chamados, em muitos casos, visam ao esforço de mover a igreja para ainda mais distante de suas raízes bíblicas e históricas, na direção do que é moderno, contemporâneo e inovador; a uma teologia centrada no homem e seus interesses físicos e seculares. Existem, sem dúvida, muitas reformas em progresso, mas não conformadas aos padrões bíblicos, e onde o poder de Deus, Sua majestade e glória são omitidos, se não totalmente relegados ao esquecimento. Ao nos declararmos “Reformados”, estamos fazendo de nosso alvo e ambição nos posicionarmos cada vez mais em alinhamento com as Escrituras. Neste sentido, o termo “Reformado” não tem conotação estática. Desejamos fazer o caminho de volta às Escrituras, examinando-nos constantemente. E não o fazemos simplesmente porque os Puritanos do passado o fizeram, ou porque outros Reformados contemporâneos o fazem. Nós almejamos fazer tudo o que vemos revelado em nossas Bíblias, como sendo a vontade de Cristo para Sua igreja.

Cremos que a Igreja Batista Reformada é um projeto de DEUS para a proclamação de sua Palavra tal qual ela é, resgatando a interpretação sadia das doutrinas bíblicas de forma responsável e comprometida com a verdade, através da observação da doutrina dos Apóstolos e dos Reformadores da Igreja.

* Fonte: http://www.crbb.org.br/

 

 

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